Procedimentos minimamente invasivos guiados por fluoroscopia para maior precisão, segurança e eficácia terapêutica.
A infiltração da articulação sacroilíaca guiada por fluoroscopia é um procedimento diagnóstico e terapêutico dirigido à dor originada na articulação sacroilíaca — uma causa frequente de dor lombar baixa e glútea frequentemente confundida com patologia discal ou radicular.
A articulação sacroilíaca liga o sacro à bacia e pode ser fonte de dor significativa quando inflamada ou disfuncional. Sob controlo fluoroscópico, é introduzida uma agulha no interior da articulação, com confirmação do posicionamento por injeção de contraste radiopaco, seguida da administração de anestésico local e corticosteroide. Esta abordagem permite simultaneamente confirmar a origem da dor e proporcionar alívio terapêutico.
Esta técnica é indicada para pacientes com dor lombar baixa e glútea de predomínio unilateral, com suspeita ou diagnóstico de síndrome sacroilíaco, espondilite anquilosante, ou dor refratária sem correlato discal/radicular nos exames de imagem.
Palavras-chave: Articulação sacroilíaca; Síndrome sacroilíaco; Sacroileíte; Dor sacroilíaca; Dor lombar baixa; Dor glútea; Espondilite anquilosante; Infiltração sacroilíaca.
Tudo o que precisa de saber.
É a injeção de corticosteroide e/ou anestésico local na articulação sacroilíaca, sob controlo ecográfico, para reduzir a inflamação e a dor nesta articulação, localizada na junção entre a bacia e a coluna sagrada.
Dor na região glútea, lombar baixa ou com irradiação para a coxa, frequentemente unilateral, que piora com a posição de pé prolongada, ao subir escadas ou ao mudar de posição. O diagnóstico requer avaliação clínica cuidadosa.
Para além da avaliação clínica, a infiltração diagnóstica com anestésico local pode ajudar a confirmar a articulação sacroilíaca como fonte de dor, pela resposta ao bloqueio.
Sim. O controlo ecográfico permite identificar a articulação e orientar com precisão a agulha, aumentando a segurança e a eficácia relativamente à abordagem às cegas.
As infiltrações com corticosteroide não devem ser repetidas de forma excessiva. A frequência é determinada pela resposta clínica e pela avaliação médica individualizada.