Radiofrequência Lombar

Procedimentos precisos guiados por ecografia para tratar lesões e condições com eficácia e segurança.

Lombalgia crónica de origem facetária; Síndrome facetário; Dor vertebral refratária

A radiofrequência lombar é um tratamento minimamente invasivo que permite o alívio prolongado da dor crónica de origem facetária, através da interrupção seletiva da transmissão de impulsos dolorosos pelos ramos mediais dorsais. Realizada sob guia fluoroscópica, é uma das técnicas mais eficazes e duradouras no arsenal terapêutico da medicina intervencionista da dor.

O que é a Radiofrequência Lombar?

Através de agulhas especiais posicionadas sob controlo fluoroscópico junto aos ramos mediais dorsais lombares, aplica-se energia de radiofrequência que provoca uma lesão térmica controlada do nervo, interrompendo a transmissão da dor proveniente das articulações facetárias. O procedimento é realizado com anestesia local, em regime de ambulatório, e o efeito analgésico pode durar entre 12 a 24 meses, podendo o procedimento ser repetido em caso de recorrência.

Benefícios
Quem pode beneficiar?

Esta técnica é indicada para pacientes com lombalgia crónica de origem facetária confirmada por bloqueio diagnóstico positivo, que não responderam adequadamente a tratamentos conservadores. É especialmente útil em doentes que pretendem evitar ou adiar intervenção cirúrgica.

Palavras-chave: Radiofrequência lombar; Lombalgia crónica; Síndrome facetário; Denervação facetária; Rizotomia por radiofrequência; Dor lombar crónica; Neurotomia.

FAQ

Perguntas frequentes

Tudo o que precisa saber. 

É a aplicação de energia de radiofrequência nos ramos mediais dorsais da coluna lombar para inativar os nervos responsáveis pela transmissão da dor das articulações facetárias, proporcionando alívio duradouro.

A indicação é confirmada após um bloqueio diagnóstico dos ramos mediais que demonstre resposta positiva — ou seja, redução significativa da dor. Este passo é indispensável antes de avançar para a radiofrequência.

O alívio pode durar de seis meses a dois anos ou mais, dependendo da técnica utilizada e das características individuais. Quando a dor regride, o procedimento pode ser repetido.

Não. É realizado em regime ambulatório, com anestesia local, podendo o doente regressar a casa no mesmo dia.

Pode existir algum desconforto local nas primeiras semanas, enquanto o tecido nervoso é processado pelo organismo. A melhoria tende a instalar-se progressivamente ao longo de quatro a seis semanas.